sábado, 5 de outubro de 2019

O QUE SÃO ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS?



Pesquisadores da Universidade Sorbonne, em Paris, apontaram, em um novo estudo, que o crescente consumo de alimentos ultraprocessados pode gerar um aumento de câncer nas próximas décadas. Mas o que seriam esses tipos de alimentos? Para simplificar, são os industrializados, mas, a seguir, separamos exemplos de ultraprocessados:


Batatas frita pronta
 

Apesar de deliciosas, elas incluem muito mais do que batatas em sua mistura. Entram flocos desidratados de batata, sal, amido, dextrose, farinha de arroz, estabilizante metilcelulose (E461), óleos vegetais e especiarias, além de serem pré-fritas. Isso já coloca o produto na categoria de alimentos ultraprocessados.


Barra de chocolate
 

Açúcar, leite em pó integral, massa de cacau, manteiga de cacau, soro de leite em pó, gordura vegetal, gordura de manteiga desidratada, emulsificantes lecitina de soja e poliglicerol polirricinoleato e aromatizante costumam compor o doce. Gostoso, sim. Saudável, nem tanto.


Macarrão e tempero instantâneo

Alimentos como esse são considerados ultraprocessados, pois levam mais de 20 ingredientes em sua composição, o que fazem com que, frequentemente, sejam ricos em gorduras ou açúcares.


Refrigerante 

Esse tipo de bebida leva sódio, conservantes e açúcares, por conta da adição de grandes quantidades de sal, necessárias para estender a duração dos produtos e intensificar o sabor, ou mesmo para encobrir sabores indesejáveis oriundos de aditivos ou de substâncias geradas pelas técnicas envolvidas no ultraprocessamento.


Suco de caixinha


São práticos e vistos como uma boa saída para quem quer evitar refrigerantes, mas não consegue ficar só na água. O problema é que são compostas por grande quantidade de açúcar, conservantes e corantes artificiais. Quando consumidos em excesso, esses compostos podem causar desde alergias e aumento de peso até alteração na taxa de açúcar, diabetes e sobrecarga de fígado e o pâncreas.


Nuggets de aves e peixes


Para que tenham longa duração, os alimentos ultraprocessados são frequentemente fabricados com gorduras que resistem à oxidação, mas que tendem a obstruir as artérias que conduzem o sangue dentro do nosso corpo. Esse é o caso de produtos como nuggets.


Comidas congeladas



Apesar de práticas, tendem a ser muito pobres em fibras, que são essenciais para a prevenção de doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer.


Bolachas e doces 


Apesar de muitas terem a aparência de "saudáveis", quando consumimos alimentos assim, tendemos, sem perceber, a ingerir mais calorias do que necessitamos, que quando não são gastas inevitavelmente acabam estocadas em nosso corpo na forma de gordura. O resultado é a obesidade.


Bolos prontos



Aqui também entram aquelas misturas para bolos.


Doces e balas 


Alimentos feitos principalmente ou totalmente de açúcar também são ultraprocessados. O problema principal é o risco de serem vistos como saudáveis, cujo consumo não precisaria mais ser limitado. Isso porque a publicidade explora suas alegadas vantagens diante dos produtos regulares ("menos calorias", "adicionado de vitaminas e minerais"), aumentando as chances de que sejam vistos como bons.


Barras de cereais 


Apesar da cara de saudáveis, também entram na categoria de ultraprocessados.


Sopas instantâneas

O maior perigo no consumo da sopa instantânea é a presença excessiva de sódio, que dificulta o funcionamento de órgãos como coração e rins, fundamentais para a adequada circulação do sangue. De forma geral, são adicionados alguns minerais e vitaminas, mas, em comparação com a sopa caseira, o valor nutricional é praticamente inexistente.


Iogurtes e bebidas lácteas



Adoçadas e aromatizadas, elas aumentam o risco de obesidade. A melhor opção é ir no iogurte natural e integral.


Pão de hot dog e de hambúrguer



Segundo especialistas, o tipo de caloria presente no hot dog é chamada de "vazia" --ou seja, pobre em fibras, vitaminas e sais minerais, como cálcio e ferro. O pão também costuma ser rico em carboidratos de alto índice glicêmico. Na lista de ingredientes, mais de 15 itens, como emulsificante mono e diglicerídeos de ácido graxos.


Molhos prontos 


Não é recomendado, pois é acrescido de sal, açúcar e conservantes que podem fazer mal à saúde. No caso do molho de tomate (para macarrão), a melhor opção é usar o de tomate pelado, que possui menos sódio e menos ingredientes industrializados.


Pães produzidos em série



De forma simplificada, alimento processado é tudo aquilo que leva pelo menos algum ingrediente com nome pouco familiar e não usado em preparações culinárias naturais, tais como ácido fosfórico e xarope de caramelo. Uma forma prática de diferenciá-los dos ultraprocessados é consultar a lista de ingredientes. Mais de cinco itens "diferentões" já colocam o produto nesta categoria, pior para a saúde.


Salgadinhos de pacote


Gostosos e baratos, mas nada bons para a saúde. Aqui, a regra é simples: melhor optar sempre por alimentos in natura ou minimamente processados aos snacks. O seu organismo agradece!

Fonte: Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde

ALGUNS ALIMENTOS SÃO INFLAMATÓRIOS E PREJUDICAM SUA SAÚDE


  
 Doces e frituras são sempre associados à inflamação, entenda melhor o que isso

Nos últimos tempos as pessoas que buscam uma alimentação saudável têm se deparado com um novo termo de ingredientes vilões: os alimentos inflamatórios. Mas o que isso quer dizer? É muito comum ter essa dúvida, até porque estamos acostumados a associar as inflamações do corpo a uma região que ficou avermelhada e inchada. Mas ela pode significar outras situações. 

Existem dois tipos de inflamação, que ocorrem como um mecanismo de defesa e são disparadas pelo sistema imunológico. A mais conhecida é a de alto grau, que ocorre após trauma ou lesão, e que tem como características a dor, calor, rubor (vermelhidão) e edema (inchaço). Esses sintomas ocorrem pois há um aumento da dilatação dos vasos sanguíneos para levar os nutrientes necessários para a reparação do tecido afetado. Ela costuma ser localizada e ter curta duração, geralmente de 3 a 4 dias. 

Diferente da inflamação de baixo grau, que pode perdurar por anos. É um fenômeno que começou a ser estudado há cerca de 10 anos e não apresenta sintomas tão específicos, sendo uma doença silenciosa. Quando o tecido está inflamado, começa a perder sua função clássica e por isso contribui para o surgimento de doenças metabólicas e crônicas. 

Veja alguns exemplos:

. O fígado passa a metabolizar mal as substâncias no nosso sangue e a produzir gordura demais;

. Os músculos deixam de captar glicose e acontece a chamada hiperglicemia, favorecendo a ocorrência de diabetes tipo 2;

. O tecido adiposo libera gordura na corrente sanguínea e eleva o colesterol;

. As veias e artérias captam e acumulam mais gordura (aterosclerose) e envelhecem mais rápido (arterioesclerose);

. O hipotálamo, responsável pelo metabolismo e pela sensação de fome, queima menos calorias e perde essa capacidade de controle, com o aumento patológico do apetite (hiperfagia).


E o que os alimentos tem a ver com tudo isso?

A alimentação tem relação direta com esse processo de prevenção e recuperação. Isso porque certos nutrientes estão ligados com a produção dos chamados mediadores inflamatórios, substâncias que ao atingir as células podem promover ou até retroalimentar o processo de inflamação.

Um exemplo é o excesso de gordura saturada. Nosso organismo pode confundir o nutriente sozinho com uma bactéria, pois a parede celular desses microrganismos é revestida com esse tipo de gordura. Com isso, as células que têm receptores do sistema de defesa detectam esse tipo de gordura e ativam o processo inflamatório. 

O modo de preparo e a quantidade de consumo de certos produtos é o que mais interfere no potencial inflamatório em uma dieta. Assim é importante entender como isso funciona e quais alimentos criam maior propensão à inflamação no organismo. Veja abaixo: 


- Alimentos fritos: a fritura provoca modificações nas propriedades nutricionais e na estrutura molecular dos alimentos que afetam a disponibilidade dos ácidos graxos essenciais (que em geral são anti-inflamatórios). Além disso, os óleos vegetais industriais possuem gordura trans, que é altamente inflamatória e está relacionada com ao aumento do LDL ("colesterol ruim") e diminuição do HDL ("colesterol bom"), e que aumenta as chances de aterosclerose --acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos. O ideal é optar por preparações cozidas, refogadas ou ensopadas. 



- Alimentos ultraprocessados: são ricos em açúcares e/ou gorduras para aumento do sabor e conservação, e costumam ser pobres em vitaminas, minerais e fibras. São produtos industrializados e incluem salgadinhos, biscoitos e enlatados. Por causa do estímulo aos mediadores inflamatórios, o consumo desses alimentos pode desencadear uma inflamação de baixo grau, e até tornar-se crônica, levando a fatores de risco para outras doenças.


- Carnes vermelhas: apesar de terem importantes nutrientes, como proteínas, ferro, zinco e vitamina B, estudos demonstram que o consumo excessivo de gordura animal estimula a secreção contínua de ácidos biliares no intestino, que agridem a mucosa do cólon e induzem a apoptose (morte celular programada), em um microambiente propício à inflamação. 

Além disso, métodos de preparo que envolvem altas temperaturas e baixa umidade (como fritar, grelhar e assar) favorecem a formação de compostos pró-inflamatórios, neste caso as aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Considerando que o ambiente inflamatório poderia se relacionar a alguns tipos de câncer, como o de cólon e reto, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) recomenda o limite de ingestão de 500 g de carne vermelha cozida por semana. 


- Carnes ultraprocessadas ou embutidos: alimentos como peito de peru, presunto, salsicha, linguiça, salame, bacon e toucinho contêm gordura saturada, mais especificamente ácido araquidônico, que é um tipo de gordura com alto potencial inflamatório nas células. De maneira bem simplificada, é reconhecida como um agressor pela membrana de nossas células, que respondem com a liberação de citocinas (moléculas) pró-inflamatórias. 



- Ingestão excessiva de ômega 6: o desequilíbrio entre o elevado consumo de ômega 6 (presente em óleos vegetais, como o de milho e soja) e a pouca ingestão de ômega 3 (encontrado em peixes de água fria como atum, arenque, salmão e sardinha, e em algumas sementes, como a linhaça e chia) tem sido apontado como uma das prováveis causas para o aumento da incidência de doenças inflamatórias nas populações. 
Com a ação de enzimas, os ácidos graxos ômega 6 podem ser convertidos a eicosanoides (moléculas), que são potentes agentes pró-inflamatórios. Assim recomenda-se menor consumo de alimentos ricos em ômega 6 e maior consumo de alimentos fontes de ômega 3.


- Excesso de açúcar refinado: o elevado consumo de açúcares rapidamente absorvíveis, presentes em alimentos industrializados como suco de caixinha, barras de cereais, bolachas, iogurtes e pães, interfere e compromete a ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e que tem como função metabolizar a glicose. Em excesso, pode causar até a resistência da sua ação e provocar a sinalização de uma inflamação para o corpo. 


- Óleos vegetais: óleo de coco, de palma e dendê estão relacionados com quadros inflamatórios por ter na sua composição gordura saturada, mais especificamente pelo ácido láurico e mirístico, que são ácidos graxos que facilitam o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos (aterosclerose).

O outro lado
Linhaça é uma boa fonte de ômega 3, nutriente anti-inflamatório

Em contrapartida, alguns compostos presentes em alimentos, como os chamados bioativos, podem ter atividade biológica capaz de reduzir a resposta inflamatória. Como é o caso do ômega 3, presente principalmente em peixes de água fria e em algumas sementes, a chia e a linhaça; o resveratrol, presente em uvas; a curcumina, presente na cúrcuma; as catequinas do chá verde; entre outros. 

Cabe ressaltar que uma alimentação equilibrada baseada em alimentos in natura e minimamente processados e a prática regular de exercício físico podem melhorar o metabolismo e o perfil inflamatório, ficando mais perto de um equilíbrio nutricional e metabólico.

Fontes: Dennys Cintra, professor e coordenador do Laboratório de Genômica Nutricional e do Centro de Estudos em Lipídios e Nutrigenômica da Unicamp; Natália Simonian Ghedini, doutoranda em Ciências da Saúde (Unifesp); Thaís de Moura Neves, mestranda em Alimentos, Nutrição e Saúde (Unifesp); Clarissa Casale Doimo, nutricionista especialista em nutrição esportiva.

Priscilla Auilo Haikal
Colaboração para o UOL VivaBem

domingo, 6 de janeiro de 2019

PEELING NO VERÃO: SIM OU NÃO?




A maioria das pessoas já deve ter ouvido que os peelings são procedimentos que só devem ser feitos durante o inverno. Não é bem assim. Existem muitos tratamentos que podem ser feitos durante o ano inteiro, com toda a segurança, inclusive no verão!

O termo "peeling" deriva do inglês e significa descamar. O procedimento faz uma abrasão das camadas da pele com a finalidade de remover células mortas. Dessa forma, suaviza marcas de expressão, clareia manchas e auxilia na diminuição das cicatrizes de acne.

Existem os peelings químicos, feitos com aplicação de substâncias (ácidos) na pele, e os físicos, nos quais é realizada uma esfoliação (microdermoabrasão) cutânea. Os peelings químicos ainda podem ser classificados como superficiais, médios e profundos, dependendo da profundidade que os ativos penetram na pele. Quanto maior a profundidade do peeling, mais sensível e descamativa fica a pele, e maior o tempo necessário para a sua recuperação.

No verão são mais indicados os peelings superficiais, um tratamento mais leve, que tem como vantagem a recuperação rápida da pele. Ela não fica tão vermelha e sofre descamação suave por, no máximo, dois dias. Esse tipo de peeling é indicado para peles mais oleosas, com acne, manchas ou poros dilatados, deixando-a com aspecto mais uniforme e luminoso.

O tratamento pode ser eventualmente repetido a cada 30 dias. Existem vários tipos de peelings superficiais, como de ácido glicólico, salicílico, retinoico e mandélico. A indicação varia de acordo com a queixa da pessoa e cada tipo de pele.

Peelings mais profundos e agressivos devem ser evitados nessa época do ano, pois deixam a pele muito inflamada e, consequentemente, mais susceptível a manchas pós-procedimento (hipercromia pós-inflamatória) e cicatrizes.

Nos peelings físicos, a pele é submetida a uma esfoliação que pode ser manual ou através de aparelhos. Um exemplo bem popular é o peeling de cristal. Nele, é aplicado sobre a pele um pó de óxido de alumínio. Essa modalidade é indicada para quase todos os tipos de pele e o nível de abrasão depende da indicação do peeling. Caso seja realizada apenas microdermoabrasão (esfoliação), o paciente é orientado a aplicar o filtro solar a cada duas horas, pois a pele não descama, mas fica mais fina. Esse procedimento é indicado para melhorar o aspecto dos poros dilatados e a textura da pele, e pode ser feito durante o ano inteiro.

Dúvidas esclarecidas? Procure seu dermatologista para saber qual o peeling mais indicado para você realizar.

Adriana Vilarinho
Viver Bem

ACERTE NA APLICAÇÃO DO PROTETOR SOLAR, USANDO A REGRA DAS COLHERES DE CHÁ.




Você já se perguntou se passa a quantidade certa de protetor solar? E quanto à hora de reaplicar, tem ideia de qual seja? Com o verão chegando, a importância de proteger a pele dos efeitos do sol se torna ainda mais necessária. No entanto, ainda existem muitas dúvidas em relação à porção ideal e o intervalo de reaplicação do produto.

De acordo com o Guia de Fotoproteção na Criança e no Adolescente, desenvolvido pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) com o apoio da Johnson & Johnson, para acertar na quantidade de protetor solar, indica-se usar a “regra das nove colheres de chá". Em crianças, o indicado é usar meia porção do adulto.

"O que muita gente não sabe é que a efetividade do protetor solar está relacionada à utilização adequada em quantidade e frequência”, diz a pediatra Sabrina Battistella. Segundo ela, a regra das colheres é um método fácil para pais e cuidadores aplicarem o produto da maneira correta.


O ideal é reaplicar o protetor a cada duas horas, após entrar na água ou depois de sudorese intensa


Funciona da seguinte maneira:

Rosto/cabeça/pescoço: 1 colher de chá
Frente e atrás do tronco: 2 colheres de chá
Braço/antebraço direitos: 1 colher de chá
Braço/antebraço esquerdos: 1 colher de chá
Coxa/perna direitas: 2 colheres de chá
Coxa/perna esquerdas: 2 colheres de chá

Brasileiros não usam protetor solar

Segundo uma pesquisa realizada pela Consulfarma e pelo IPUPO Educacional, o número de brasileiros que não aplicam filtro solar diariamente aumentou e já chega a quase 2/3 dos consumidores. De acordo com os dados do estudo, 65% da população não aplicam o filtro solar diariamente --em 2015, esse percentual era de 53% e, em 2014, 57%.

Além disso, 69% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor e 32% aplicam o produto apenas no rosto. Segundo Battistella, a reaplicação do produto é tão importante quanto usar a quantidade adequada. O ideal é passar novamente a cada duas horas, após entrar na água ou depois de sudorese intensa. "Com suor, água e mesmo quando esfregamos as mãos no rosto e em outras partes do corpo, ocorre a remoção física do protetor. Portanto, é necessário reaplicar de maneira uniforme, para que o fator de proteção solar (FPS) se mantenha conforme o indicado na embalagem", completa ela.

Viver Bem

É MELHOR OBTER VITAMINA D POR MEIO DO SOL OU ALIMENTAÇÃO?



Já faz algum tempo que a vitamina D ganhou status de ser uma das substâncias mais importantes para a saúde. Não é por menos. Estudos mostram que ela ajuda a proteger os ossos, a evitar problemas cardiovasculares, a manter o peso sob controle e até a combater gripes e resfriados.

Presente em alimentos como salmão, atum, leite e derivados, ovo e shitake, a vitamina D precisa da exposição da pele ao sol, sem proteção, para ser sintetizada pelo organismo. Porém, isso não é recomendado por especialistas, pois pode trazer problemas como envelhecimento precoce e câncer de pele. “Não há nível de exposição solar seguro”, alerta Rodrigo Munhoz, vice-presidente para Ensino da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e membro-diretor do Grupo Brasileiro de Melanoma.

Então, fica a dúvida, como garantir a quantidade adequada de vitamina D? O mais indicado é caprichar na ingestão de alimentos ricos no nutriente e se proteger do sol.

"Antes, não se media a absorção de vitamina D pelo organismo. De repente, começou a se quantificar e ver que muitas pessoas têm deficiência séria dessa substância. Aí, passaram a acreditar que, talvez, as pessoas estivessem se protegendo demais do sol --o que não é verdade, porque a gente sabe que as pessoas não se protegem demais, aliás, elas se protegem de menos”, afirma José Antônio Sanches, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Peixes como salmão e atum, leite, ovo e queijo são boas fontes de vitamina D.


De acordo com Sanches, é fato que quanto mais sol se toma, maior o nível de vitamina D no corpo. Entretanto, há vários perigos nessa exposição solar. “É questão de bom senso. Tem de pesar risco e benefício. Eu posso sintetizar mais o nutriente quando tomar sol, mas também aumento muito a possibilidade de ter câncer de pele e de envelhecer a derme.” 

Mesmo sendo bastante popular, não há relação linear entre a absorção de vitamina D e a exposição solar para todos os indivíduos. “Existem pessoas que, apesar de tomarem muito sol, ainda têm dificuldade de atingir o nível adequado do nutriente”, diz Munhoz.

Segundo Sanches, pode ser que fatores individuais interfiram na sintetização da substância pela pele. “Deve ter alguma questão genética aí no meio que ainda não foi bem compreendida.” 

Por isso, o mais indicado mesmo é montar um cardápio rico em vitamina D --ou usar suplementos, quando indicado pelo médico-- e nunca se esquecer de usar protetor, boné e tudo mais que tiver direito quando sair ao sol.

Gabriela Ingrid
Do Viver Bem