domingo, 6 de janeiro de 2019

PEELING NO VERÃO: SIM OU NÃO?




A maioria das pessoas já deve ter ouvido que os peelings são procedimentos que só devem ser feitos durante o inverno. Não é bem assim. Existem muitos tratamentos que podem ser feitos durante o ano inteiro, com toda a segurança, inclusive no verão!

O termo "peeling" deriva do inglês e significa descamar. O procedimento faz uma abrasão das camadas da pele com a finalidade de remover células mortas. Dessa forma, suaviza marcas de expressão, clareia manchas e auxilia na diminuição das cicatrizes de acne.

Existem os peelings químicos, feitos com aplicação de substâncias (ácidos) na pele, e os físicos, nos quais é realizada uma esfoliação (microdermoabrasão) cutânea. Os peelings químicos ainda podem ser classificados como superficiais, médios e profundos, dependendo da profundidade que os ativos penetram na pele. Quanto maior a profundidade do peeling, mais sensível e descamativa fica a pele, e maior o tempo necessário para a sua recuperação.

No verão são mais indicados os peelings superficiais, um tratamento mais leve, que tem como vantagem a recuperação rápida da pele. Ela não fica tão vermelha e sofre descamação suave por, no máximo, dois dias. Esse tipo de peeling é indicado para peles mais oleosas, com acne, manchas ou poros dilatados, deixando-a com aspecto mais uniforme e luminoso.

O tratamento pode ser eventualmente repetido a cada 30 dias. Existem vários tipos de peelings superficiais, como de ácido glicólico, salicílico, retinoico e mandélico. A indicação varia de acordo com a queixa da pessoa e cada tipo de pele.

Peelings mais profundos e agressivos devem ser evitados nessa época do ano, pois deixam a pele muito inflamada e, consequentemente, mais susceptível a manchas pós-procedimento (hipercromia pós-inflamatória) e cicatrizes.

Nos peelings físicos, a pele é submetida a uma esfoliação que pode ser manual ou através de aparelhos. Um exemplo bem popular é o peeling de cristal. Nele, é aplicado sobre a pele um pó de óxido de alumínio. Essa modalidade é indicada para quase todos os tipos de pele e o nível de abrasão depende da indicação do peeling. Caso seja realizada apenas microdermoabrasão (esfoliação), o paciente é orientado a aplicar o filtro solar a cada duas horas, pois a pele não descama, mas fica mais fina. Esse procedimento é indicado para melhorar o aspecto dos poros dilatados e a textura da pele, e pode ser feito durante o ano inteiro.

Dúvidas esclarecidas? Procure seu dermatologista para saber qual o peeling mais indicado para você realizar.

Adriana Vilarinho
Viver Bem

ACERTE NA APLICAÇÃO DO PROTETOR SOLAR, USANDO A REGRA DAS COLHERES DE CHÁ.




Você já se perguntou se passa a quantidade certa de protetor solar? E quanto à hora de reaplicar, tem ideia de qual seja? Com o verão chegando, a importância de proteger a pele dos efeitos do sol se torna ainda mais necessária. No entanto, ainda existem muitas dúvidas em relação à porção ideal e o intervalo de reaplicação do produto.

De acordo com o Guia de Fotoproteção na Criança e no Adolescente, desenvolvido pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) com o apoio da Johnson & Johnson, para acertar na quantidade de protetor solar, indica-se usar a “regra das nove colheres de chá". Em crianças, o indicado é usar meia porção do adulto.

"O que muita gente não sabe é que a efetividade do protetor solar está relacionada à utilização adequada em quantidade e frequência”, diz a pediatra Sabrina Battistella. Segundo ela, a regra das colheres é um método fácil para pais e cuidadores aplicarem o produto da maneira correta.


O ideal é reaplicar o protetor a cada duas horas, após entrar na água ou depois de sudorese intensa


Funciona da seguinte maneira:

Rosto/cabeça/pescoço: 1 colher de chá
Frente e atrás do tronco: 2 colheres de chá
Braço/antebraço direitos: 1 colher de chá
Braço/antebraço esquerdos: 1 colher de chá
Coxa/perna direitas: 2 colheres de chá
Coxa/perna esquerdas: 2 colheres de chá

Brasileiros não usam protetor solar

Segundo uma pesquisa realizada pela Consulfarma e pelo IPUPO Educacional, o número de brasileiros que não aplicam filtro solar diariamente aumentou e já chega a quase 2/3 dos consumidores. De acordo com os dados do estudo, 65% da população não aplicam o filtro solar diariamente --em 2015, esse percentual era de 53% e, em 2014, 57%.

Além disso, 69% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor e 32% aplicam o produto apenas no rosto. Segundo Battistella, a reaplicação do produto é tão importante quanto usar a quantidade adequada. O ideal é passar novamente a cada duas horas, após entrar na água ou depois de sudorese intensa. "Com suor, água e mesmo quando esfregamos as mãos no rosto e em outras partes do corpo, ocorre a remoção física do protetor. Portanto, é necessário reaplicar de maneira uniforme, para que o fator de proteção solar (FPS) se mantenha conforme o indicado na embalagem", completa ela.

Viver Bem

É MELHOR OBTER VITAMINA D POR MEIO DO SOL OU ALIMENTAÇÃO?



Já faz algum tempo que a vitamina D ganhou status de ser uma das substâncias mais importantes para a saúde. Não é por menos. Estudos mostram que ela ajuda a proteger os ossos, a evitar problemas cardiovasculares, a manter o peso sob controle e até a combater gripes e resfriados.

Presente em alimentos como salmão, atum, leite e derivados, ovo e shitake, a vitamina D precisa da exposição da pele ao sol, sem proteção, para ser sintetizada pelo organismo. Porém, isso não é recomendado por especialistas, pois pode trazer problemas como envelhecimento precoce e câncer de pele. “Não há nível de exposição solar seguro”, alerta Rodrigo Munhoz, vice-presidente para Ensino da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e membro-diretor do Grupo Brasileiro de Melanoma.

Então, fica a dúvida, como garantir a quantidade adequada de vitamina D? O mais indicado é caprichar na ingestão de alimentos ricos no nutriente e se proteger do sol.

"Antes, não se media a absorção de vitamina D pelo organismo. De repente, começou a se quantificar e ver que muitas pessoas têm deficiência séria dessa substância. Aí, passaram a acreditar que, talvez, as pessoas estivessem se protegendo demais do sol --o que não é verdade, porque a gente sabe que as pessoas não se protegem demais, aliás, elas se protegem de menos”, afirma José Antônio Sanches, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Peixes como salmão e atum, leite, ovo e queijo são boas fontes de vitamina D.


De acordo com Sanches, é fato que quanto mais sol se toma, maior o nível de vitamina D no corpo. Entretanto, há vários perigos nessa exposição solar. “É questão de bom senso. Tem de pesar risco e benefício. Eu posso sintetizar mais o nutriente quando tomar sol, mas também aumento muito a possibilidade de ter câncer de pele e de envelhecer a derme.” 

Mesmo sendo bastante popular, não há relação linear entre a absorção de vitamina D e a exposição solar para todos os indivíduos. “Existem pessoas que, apesar de tomarem muito sol, ainda têm dificuldade de atingir o nível adequado do nutriente”, diz Munhoz.

Segundo Sanches, pode ser que fatores individuais interfiram na sintetização da substância pela pele. “Deve ter alguma questão genética aí no meio que ainda não foi bem compreendida.” 

Por isso, o mais indicado mesmo é montar um cardápio rico em vitamina D --ou usar suplementos, quando indicado pelo médico-- e nunca se esquecer de usar protetor, boné e tudo mais que tiver direito quando sair ao sol.

Gabriela Ingrid
Do Viver Bem