sábado, 5 de outubro de 2019

O QUE SÃO ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS?



Pesquisadores da Universidade Sorbonne, em Paris, apontaram, em um novo estudo, que o crescente consumo de alimentos ultraprocessados pode gerar um aumento de câncer nas próximas décadas. Mas o que seriam esses tipos de alimentos? Para simplificar, são os industrializados, mas, a seguir, separamos exemplos de ultraprocessados:


Batatas frita pronta
 

Apesar de deliciosas, elas incluem muito mais do que batatas em sua mistura. Entram flocos desidratados de batata, sal, amido, dextrose, farinha de arroz, estabilizante metilcelulose (E461), óleos vegetais e especiarias, além de serem pré-fritas. Isso já coloca o produto na categoria de alimentos ultraprocessados.


Barra de chocolate
 

Açúcar, leite em pó integral, massa de cacau, manteiga de cacau, soro de leite em pó, gordura vegetal, gordura de manteiga desidratada, emulsificantes lecitina de soja e poliglicerol polirricinoleato e aromatizante costumam compor o doce. Gostoso, sim. Saudável, nem tanto.


Macarrão e tempero instantâneo

Alimentos como esse são considerados ultraprocessados, pois levam mais de 20 ingredientes em sua composição, o que fazem com que, frequentemente, sejam ricos em gorduras ou açúcares.


Refrigerante 

Esse tipo de bebida leva sódio, conservantes e açúcares, por conta da adição de grandes quantidades de sal, necessárias para estender a duração dos produtos e intensificar o sabor, ou mesmo para encobrir sabores indesejáveis oriundos de aditivos ou de substâncias geradas pelas técnicas envolvidas no ultraprocessamento.


Suco de caixinha


São práticos e vistos como uma boa saída para quem quer evitar refrigerantes, mas não consegue ficar só na água. O problema é que são compostas por grande quantidade de açúcar, conservantes e corantes artificiais. Quando consumidos em excesso, esses compostos podem causar desde alergias e aumento de peso até alteração na taxa de açúcar, diabetes e sobrecarga de fígado e o pâncreas.


Nuggets de aves e peixes


Para que tenham longa duração, os alimentos ultraprocessados são frequentemente fabricados com gorduras que resistem à oxidação, mas que tendem a obstruir as artérias que conduzem o sangue dentro do nosso corpo. Esse é o caso de produtos como nuggets.


Comidas congeladas



Apesar de práticas, tendem a ser muito pobres em fibras, que são essenciais para a prevenção de doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer.


Bolachas e doces 


Apesar de muitas terem a aparência de "saudáveis", quando consumimos alimentos assim, tendemos, sem perceber, a ingerir mais calorias do que necessitamos, que quando não são gastas inevitavelmente acabam estocadas em nosso corpo na forma de gordura. O resultado é a obesidade.


Bolos prontos



Aqui também entram aquelas misturas para bolos.


Doces e balas 


Alimentos feitos principalmente ou totalmente de açúcar também são ultraprocessados. O problema principal é o risco de serem vistos como saudáveis, cujo consumo não precisaria mais ser limitado. Isso porque a publicidade explora suas alegadas vantagens diante dos produtos regulares ("menos calorias", "adicionado de vitaminas e minerais"), aumentando as chances de que sejam vistos como bons.


Barras de cereais 


Apesar da cara de saudáveis, também entram na categoria de ultraprocessados.


Sopas instantâneas

O maior perigo no consumo da sopa instantânea é a presença excessiva de sódio, que dificulta o funcionamento de órgãos como coração e rins, fundamentais para a adequada circulação do sangue. De forma geral, são adicionados alguns minerais e vitaminas, mas, em comparação com a sopa caseira, o valor nutricional é praticamente inexistente.


Iogurtes e bebidas lácteas



Adoçadas e aromatizadas, elas aumentam o risco de obesidade. A melhor opção é ir no iogurte natural e integral.


Pão de hot dog e de hambúrguer



Segundo especialistas, o tipo de caloria presente no hot dog é chamada de "vazia" --ou seja, pobre em fibras, vitaminas e sais minerais, como cálcio e ferro. O pão também costuma ser rico em carboidratos de alto índice glicêmico. Na lista de ingredientes, mais de 15 itens, como emulsificante mono e diglicerídeos de ácido graxos.


Molhos prontos 


Não é recomendado, pois é acrescido de sal, açúcar e conservantes que podem fazer mal à saúde. No caso do molho de tomate (para macarrão), a melhor opção é usar o de tomate pelado, que possui menos sódio e menos ingredientes industrializados.


Pães produzidos em série



De forma simplificada, alimento processado é tudo aquilo que leva pelo menos algum ingrediente com nome pouco familiar e não usado em preparações culinárias naturais, tais como ácido fosfórico e xarope de caramelo. Uma forma prática de diferenciá-los dos ultraprocessados é consultar a lista de ingredientes. Mais de cinco itens "diferentões" já colocam o produto nesta categoria, pior para a saúde.


Salgadinhos de pacote


Gostosos e baratos, mas nada bons para a saúde. Aqui, a regra é simples: melhor optar sempre por alimentos in natura ou minimamente processados aos snacks. O seu organismo agradece!

Fonte: Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde

ALGUNS ALIMENTOS SÃO INFLAMATÓRIOS E PREJUDICAM SUA SAÚDE


  
 Doces e frituras são sempre associados à inflamação, entenda melhor o que isso

Nos últimos tempos as pessoas que buscam uma alimentação saudável têm se deparado com um novo termo de ingredientes vilões: os alimentos inflamatórios. Mas o que isso quer dizer? É muito comum ter essa dúvida, até porque estamos acostumados a associar as inflamações do corpo a uma região que ficou avermelhada e inchada. Mas ela pode significar outras situações. 

Existem dois tipos de inflamação, que ocorrem como um mecanismo de defesa e são disparadas pelo sistema imunológico. A mais conhecida é a de alto grau, que ocorre após trauma ou lesão, e que tem como características a dor, calor, rubor (vermelhidão) e edema (inchaço). Esses sintomas ocorrem pois há um aumento da dilatação dos vasos sanguíneos para levar os nutrientes necessários para a reparação do tecido afetado. Ela costuma ser localizada e ter curta duração, geralmente de 3 a 4 dias. 

Diferente da inflamação de baixo grau, que pode perdurar por anos. É um fenômeno que começou a ser estudado há cerca de 10 anos e não apresenta sintomas tão específicos, sendo uma doença silenciosa. Quando o tecido está inflamado, começa a perder sua função clássica e por isso contribui para o surgimento de doenças metabólicas e crônicas. 

Veja alguns exemplos:

. O fígado passa a metabolizar mal as substâncias no nosso sangue e a produzir gordura demais;

. Os músculos deixam de captar glicose e acontece a chamada hiperglicemia, favorecendo a ocorrência de diabetes tipo 2;

. O tecido adiposo libera gordura na corrente sanguínea e eleva o colesterol;

. As veias e artérias captam e acumulam mais gordura (aterosclerose) e envelhecem mais rápido (arterioesclerose);

. O hipotálamo, responsável pelo metabolismo e pela sensação de fome, queima menos calorias e perde essa capacidade de controle, com o aumento patológico do apetite (hiperfagia).


E o que os alimentos tem a ver com tudo isso?

A alimentação tem relação direta com esse processo de prevenção e recuperação. Isso porque certos nutrientes estão ligados com a produção dos chamados mediadores inflamatórios, substâncias que ao atingir as células podem promover ou até retroalimentar o processo de inflamação.

Um exemplo é o excesso de gordura saturada. Nosso organismo pode confundir o nutriente sozinho com uma bactéria, pois a parede celular desses microrganismos é revestida com esse tipo de gordura. Com isso, as células que têm receptores do sistema de defesa detectam esse tipo de gordura e ativam o processo inflamatório. 

O modo de preparo e a quantidade de consumo de certos produtos é o que mais interfere no potencial inflamatório em uma dieta. Assim é importante entender como isso funciona e quais alimentos criam maior propensão à inflamação no organismo. Veja abaixo: 


- Alimentos fritos: a fritura provoca modificações nas propriedades nutricionais e na estrutura molecular dos alimentos que afetam a disponibilidade dos ácidos graxos essenciais (que em geral são anti-inflamatórios). Além disso, os óleos vegetais industriais possuem gordura trans, que é altamente inflamatória e está relacionada com ao aumento do LDL ("colesterol ruim") e diminuição do HDL ("colesterol bom"), e que aumenta as chances de aterosclerose --acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos. O ideal é optar por preparações cozidas, refogadas ou ensopadas. 



- Alimentos ultraprocessados: são ricos em açúcares e/ou gorduras para aumento do sabor e conservação, e costumam ser pobres em vitaminas, minerais e fibras. São produtos industrializados e incluem salgadinhos, biscoitos e enlatados. Por causa do estímulo aos mediadores inflamatórios, o consumo desses alimentos pode desencadear uma inflamação de baixo grau, e até tornar-se crônica, levando a fatores de risco para outras doenças.


- Carnes vermelhas: apesar de terem importantes nutrientes, como proteínas, ferro, zinco e vitamina B, estudos demonstram que o consumo excessivo de gordura animal estimula a secreção contínua de ácidos biliares no intestino, que agridem a mucosa do cólon e induzem a apoptose (morte celular programada), em um microambiente propício à inflamação. 

Além disso, métodos de preparo que envolvem altas temperaturas e baixa umidade (como fritar, grelhar e assar) favorecem a formação de compostos pró-inflamatórios, neste caso as aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Considerando que o ambiente inflamatório poderia se relacionar a alguns tipos de câncer, como o de cólon e reto, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) recomenda o limite de ingestão de 500 g de carne vermelha cozida por semana. 


- Carnes ultraprocessadas ou embutidos: alimentos como peito de peru, presunto, salsicha, linguiça, salame, bacon e toucinho contêm gordura saturada, mais especificamente ácido araquidônico, que é um tipo de gordura com alto potencial inflamatório nas células. De maneira bem simplificada, é reconhecida como um agressor pela membrana de nossas células, que respondem com a liberação de citocinas (moléculas) pró-inflamatórias. 



- Ingestão excessiva de ômega 6: o desequilíbrio entre o elevado consumo de ômega 6 (presente em óleos vegetais, como o de milho e soja) e a pouca ingestão de ômega 3 (encontrado em peixes de água fria como atum, arenque, salmão e sardinha, e em algumas sementes, como a linhaça e chia) tem sido apontado como uma das prováveis causas para o aumento da incidência de doenças inflamatórias nas populações. 
Com a ação de enzimas, os ácidos graxos ômega 6 podem ser convertidos a eicosanoides (moléculas), que são potentes agentes pró-inflamatórios. Assim recomenda-se menor consumo de alimentos ricos em ômega 6 e maior consumo de alimentos fontes de ômega 3.


- Excesso de açúcar refinado: o elevado consumo de açúcares rapidamente absorvíveis, presentes em alimentos industrializados como suco de caixinha, barras de cereais, bolachas, iogurtes e pães, interfere e compromete a ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e que tem como função metabolizar a glicose. Em excesso, pode causar até a resistência da sua ação e provocar a sinalização de uma inflamação para o corpo. 


- Óleos vegetais: óleo de coco, de palma e dendê estão relacionados com quadros inflamatórios por ter na sua composição gordura saturada, mais especificamente pelo ácido láurico e mirístico, que são ácidos graxos que facilitam o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos (aterosclerose).

O outro lado
Linhaça é uma boa fonte de ômega 3, nutriente anti-inflamatório

Em contrapartida, alguns compostos presentes em alimentos, como os chamados bioativos, podem ter atividade biológica capaz de reduzir a resposta inflamatória. Como é o caso do ômega 3, presente principalmente em peixes de água fria e em algumas sementes, a chia e a linhaça; o resveratrol, presente em uvas; a curcumina, presente na cúrcuma; as catequinas do chá verde; entre outros. 

Cabe ressaltar que uma alimentação equilibrada baseada em alimentos in natura e minimamente processados e a prática regular de exercício físico podem melhorar o metabolismo e o perfil inflamatório, ficando mais perto de um equilíbrio nutricional e metabólico.

Fontes: Dennys Cintra, professor e coordenador do Laboratório de Genômica Nutricional e do Centro de Estudos em Lipídios e Nutrigenômica da Unicamp; Natália Simonian Ghedini, doutoranda em Ciências da Saúde (Unifesp); Thaís de Moura Neves, mestranda em Alimentos, Nutrição e Saúde (Unifesp); Clarissa Casale Doimo, nutricionista especialista em nutrição esportiva.

Priscilla Auilo Haikal
Colaboração para o UOL VivaBem

domingo, 6 de janeiro de 2019

PEELING NO VERÃO: SIM OU NÃO?




A maioria das pessoas já deve ter ouvido que os peelings são procedimentos que só devem ser feitos durante o inverno. Não é bem assim. Existem muitos tratamentos que podem ser feitos durante o ano inteiro, com toda a segurança, inclusive no verão!

O termo "peeling" deriva do inglês e significa descamar. O procedimento faz uma abrasão das camadas da pele com a finalidade de remover células mortas. Dessa forma, suaviza marcas de expressão, clareia manchas e auxilia na diminuição das cicatrizes de acne.

Existem os peelings químicos, feitos com aplicação de substâncias (ácidos) na pele, e os físicos, nos quais é realizada uma esfoliação (microdermoabrasão) cutânea. Os peelings químicos ainda podem ser classificados como superficiais, médios e profundos, dependendo da profundidade que os ativos penetram na pele. Quanto maior a profundidade do peeling, mais sensível e descamativa fica a pele, e maior o tempo necessário para a sua recuperação.

No verão são mais indicados os peelings superficiais, um tratamento mais leve, que tem como vantagem a recuperação rápida da pele. Ela não fica tão vermelha e sofre descamação suave por, no máximo, dois dias. Esse tipo de peeling é indicado para peles mais oleosas, com acne, manchas ou poros dilatados, deixando-a com aspecto mais uniforme e luminoso.

O tratamento pode ser eventualmente repetido a cada 30 dias. Existem vários tipos de peelings superficiais, como de ácido glicólico, salicílico, retinoico e mandélico. A indicação varia de acordo com a queixa da pessoa e cada tipo de pele.

Peelings mais profundos e agressivos devem ser evitados nessa época do ano, pois deixam a pele muito inflamada e, consequentemente, mais susceptível a manchas pós-procedimento (hipercromia pós-inflamatória) e cicatrizes.

Nos peelings físicos, a pele é submetida a uma esfoliação que pode ser manual ou através de aparelhos. Um exemplo bem popular é o peeling de cristal. Nele, é aplicado sobre a pele um pó de óxido de alumínio. Essa modalidade é indicada para quase todos os tipos de pele e o nível de abrasão depende da indicação do peeling. Caso seja realizada apenas microdermoabrasão (esfoliação), o paciente é orientado a aplicar o filtro solar a cada duas horas, pois a pele não descama, mas fica mais fina. Esse procedimento é indicado para melhorar o aspecto dos poros dilatados e a textura da pele, e pode ser feito durante o ano inteiro.

Dúvidas esclarecidas? Procure seu dermatologista para saber qual o peeling mais indicado para você realizar.

Adriana Vilarinho
Viver Bem

ACERTE NA APLICAÇÃO DO PROTETOR SOLAR, USANDO A REGRA DAS COLHERES DE CHÁ.




Você já se perguntou se passa a quantidade certa de protetor solar? E quanto à hora de reaplicar, tem ideia de qual seja? Com o verão chegando, a importância de proteger a pele dos efeitos do sol se torna ainda mais necessária. No entanto, ainda existem muitas dúvidas em relação à porção ideal e o intervalo de reaplicação do produto.

De acordo com o Guia de Fotoproteção na Criança e no Adolescente, desenvolvido pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) com o apoio da Johnson & Johnson, para acertar na quantidade de protetor solar, indica-se usar a “regra das nove colheres de chá". Em crianças, o indicado é usar meia porção do adulto.

"O que muita gente não sabe é que a efetividade do protetor solar está relacionada à utilização adequada em quantidade e frequência”, diz a pediatra Sabrina Battistella. Segundo ela, a regra das colheres é um método fácil para pais e cuidadores aplicarem o produto da maneira correta.


O ideal é reaplicar o protetor a cada duas horas, após entrar na água ou depois de sudorese intensa


Funciona da seguinte maneira:

Rosto/cabeça/pescoço: 1 colher de chá
Frente e atrás do tronco: 2 colheres de chá
Braço/antebraço direitos: 1 colher de chá
Braço/antebraço esquerdos: 1 colher de chá
Coxa/perna direitas: 2 colheres de chá
Coxa/perna esquerdas: 2 colheres de chá

Brasileiros não usam protetor solar

Segundo uma pesquisa realizada pela Consulfarma e pelo IPUPO Educacional, o número de brasileiros que não aplicam filtro solar diariamente aumentou e já chega a quase 2/3 dos consumidores. De acordo com os dados do estudo, 65% da população não aplicam o filtro solar diariamente --em 2015, esse percentual era de 53% e, em 2014, 57%.

Além disso, 69% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor e 32% aplicam o produto apenas no rosto. Segundo Battistella, a reaplicação do produto é tão importante quanto usar a quantidade adequada. O ideal é passar novamente a cada duas horas, após entrar na água ou depois de sudorese intensa. "Com suor, água e mesmo quando esfregamos as mãos no rosto e em outras partes do corpo, ocorre a remoção física do protetor. Portanto, é necessário reaplicar de maneira uniforme, para que o fator de proteção solar (FPS) se mantenha conforme o indicado na embalagem", completa ela.

Viver Bem

É MELHOR OBTER VITAMINA D POR MEIO DO SOL OU ALIMENTAÇÃO?



Já faz algum tempo que a vitamina D ganhou status de ser uma das substâncias mais importantes para a saúde. Não é por menos. Estudos mostram que ela ajuda a proteger os ossos, a evitar problemas cardiovasculares, a manter o peso sob controle e até a combater gripes e resfriados.

Presente em alimentos como salmão, atum, leite e derivados, ovo e shitake, a vitamina D precisa da exposição da pele ao sol, sem proteção, para ser sintetizada pelo organismo. Porém, isso não é recomendado por especialistas, pois pode trazer problemas como envelhecimento precoce e câncer de pele. “Não há nível de exposição solar seguro”, alerta Rodrigo Munhoz, vice-presidente para Ensino da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e membro-diretor do Grupo Brasileiro de Melanoma.

Então, fica a dúvida, como garantir a quantidade adequada de vitamina D? O mais indicado é caprichar na ingestão de alimentos ricos no nutriente e se proteger do sol.

"Antes, não se media a absorção de vitamina D pelo organismo. De repente, começou a se quantificar e ver que muitas pessoas têm deficiência séria dessa substância. Aí, passaram a acreditar que, talvez, as pessoas estivessem se protegendo demais do sol --o que não é verdade, porque a gente sabe que as pessoas não se protegem demais, aliás, elas se protegem de menos”, afirma José Antônio Sanches, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Peixes como salmão e atum, leite, ovo e queijo são boas fontes de vitamina D.


De acordo com Sanches, é fato que quanto mais sol se toma, maior o nível de vitamina D no corpo. Entretanto, há vários perigos nessa exposição solar. “É questão de bom senso. Tem de pesar risco e benefício. Eu posso sintetizar mais o nutriente quando tomar sol, mas também aumento muito a possibilidade de ter câncer de pele e de envelhecer a derme.” 

Mesmo sendo bastante popular, não há relação linear entre a absorção de vitamina D e a exposição solar para todos os indivíduos. “Existem pessoas que, apesar de tomarem muito sol, ainda têm dificuldade de atingir o nível adequado do nutriente”, diz Munhoz.

Segundo Sanches, pode ser que fatores individuais interfiram na sintetização da substância pela pele. “Deve ter alguma questão genética aí no meio que ainda não foi bem compreendida.” 

Por isso, o mais indicado mesmo é montar um cardápio rico em vitamina D --ou usar suplementos, quando indicado pelo médico-- e nunca se esquecer de usar protetor, boné e tudo mais que tiver direito quando sair ao sol.

Gabriela Ingrid
Do Viver Bem

terça-feira, 6 de novembro de 2018

COLESTEROL ALTO NÃO TEM SINTOMAS, PODE SER GENÉTICO E PÕE CORAÇÃO EM RISCO.


Apenas 30% do colesterol nosso colesterol provêm da dieta e o restante é produzido no organismo

História familiar, sedentarismo e dieta inadequada são alguns dos fatores de risco para o colesterol alto

Quando se fala em colesterol, as pessoas logo pensam em ovo, bacon, e picanha, e se lembram que o alto nível desse tipo de gordura faz mal ao coração. Mas não pense que é só comer um hambúrguer com batata frita para que o colesterol no sangue aumente na hora. E mais: você pode evitar alimentos de origem animal e, ainda assim, não se ver livre do "colesterol ruim".

O QUE É E PARA QUE SERVE?

A rigor, o colesterol é um composto químico do grupo dos álcoois, para quem se lembra das aulas de química orgânica. Tem a textura e a aparência de uma cera. Apesar da péssima fama, o colesterol é essencial ao organismo: está presente na estrutura de todas as células, forma ácidos biliares que atuam na digestão, faz parte da composição dos hormônios e da vitamina D. Por ser solúvel apenas em gordura, é transportado e armazenado com ela. É por isso que as pessoas se referem ao colesterol como mais um tipo de gordura (ou lipídio). Triglicérides e os ácidos graxos são outros exemplos.

COLESTEROL É SÓ UM

Você já sabe que existe o "bom" e o "ruim", mas a verdade é que colesterol é só um. O que varia é seu meio de transporte. A carona, bem como o destino, depende das lipoproteínas, que são conglomerados de proteínas, gorduras e outras substâncias. Elas podem ser de alta ou de baixa densidade, dependendo da composição, e têm funções diferentes. 
O colesterol contido nas chamadas lipoproteínas de baixa densidade é chamado de LDL (do inglês low density lipoprotein). O LDL leva o colesterol para todas as nossas células e, em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas que aumentam o risco de infarto e derrame --processo conhecido como aterosclerose. É por isso que o LDL é o vilão da história, o "mau colesterol", e seu nível deve ser mantido baixo.

Já quem tira o colesterol das células, para ser eliminado, são as lipoproteínas de alta densidade, ou HDL  (do inglês high density lipoprotein).Ele é o mocinho da história, pois ajuda a evitar o entupimento das artérias, por isso é bom que esteja alto. 

Ainda existem as lipoproteínas de muito baixa densidade, ou VLDL (verylow density  protein), mais conhecidas como triglicérides. Em excesso, também colaboram para o acúmulo de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. 

A soma de todo colesterol ligado às lipoproteínas tem o nome de colesterol total, outra medida que você encontra no resultado do exame para determinar o perfil lipídico. Quando há nível elevado de colesterol ruim e/ou triglicérides no sangue, e taxa baixa de HDL, dizemos que a pessoa tem dislipidemia. A condição é considerada um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, principal causa de morte no país. 

A prevalência das dislipidemias varia, mas estudos indicam que pode chegar a 60% em alguns grupos populacionais. 

O CORPO PRODUZ MAIOR PARTE DO COLESTEROL

Apenas 30% do nosso colesterol provêm da dieta, ou seja, vem de fora do organismo (exógeno) --todos os alimentos de origem animal possuem colesterol em quantidades variáveis. A maior parte do nosso colesterol é produzida pelo próprio organismo (endógeno). 

COMO SE FORMA

Grande parte da fabricação acontece no fígado. O colesterol é, então, liberado na corrente sanguínea e distribuído para os tecidos, onde podem ser utilizados logo ou armazenado no tecido adiposo, a camada de gordura que temos abaixo da pele. As lipoproteínas de baixa densidade são capturadas por receptores no interior das células, e aí o colesterol livre é depositado. Já as partículas de HDL são formadas não só no fígado, como também no intestino e na circulação. 

GORDURA NÃO É TUDO IGUAL

As gorduras presentes nos alimentos, ou ácidos graxos, possuem diferentes estruturas. Elas podem ser classificadas como: 

. Saturadas: Presentes principalmente em alimentos de origem animal;

. Insaturadas (poli ou mono): Encontradas em óleos vegetais --como de girassol e azeite -- e em oleaginosas; 

. Trans: É obtida a partir de óleos vegetais, mas, ao ser submetida a um processo chamado hidrogenação, torna-se ainda mais prejudicial à saúde que a saturada.

De modo geral, uma dieta com excesso de gorduras saturadas ou trans pode levar ao aumento do colesterol ruim (LDL). Já as gorduras insaturadas podem combatê-lo. Mas há algumas pegadinhas: óleos vegetais ricos em poli-insaturados, como os de girassol, milho e soja, baixam o nível de LDL, mas não na mesma proporção em que as gorduras saturadas aumentam esse índice. E, em excesso, podem baixar o HDL e ter efeito inflamatório no organismo, o que também não é bom para a saúde. Já as gorduras monoinsaturadas, presentes no azeite, no abacate e no amendoim, parecem reduzir o LDL sem baixar o HDL. 

Por fim, é bom lembrar que o excesso de açúcares, ou carboidratos, também é convertido em gordura, ou melhor, triglicérides, se não houver gasto energético suficiente. Assim, nosso perfil lipídico depende de todos os nutrientes que consumimos, e também de nossas atividades diárias, metabolismo e, para complicar só mais um pouco, dos nossos genes.

FATORES DE RISCO

- História familiar: as dislipidemias podem ter origem genética e serem herdadas de pais para filhos. É a chamada hipercolesterolemia familiar, condição que raramente pode ser tratada apenas com mudanças no estilo de vida. Vários genes já foram associados à condição.

- Sedentarismo: a atividade física ajuda a "queimar" o colesterol ruim (LDL) e a aumentar o bom (HDL).

- Dieta inadequada: excesso de gorduras e carboidratos, somado à quantidade insuficiente de fibras e alimentos antioxidantes, pode causar aumento do colesterol ruim. 

- Obesidade e síndrome metabólica: muitas vezes a ingestão exagerada de calorias está associada à resistência à insulina, hormônio que metaboliza o açúcar e também está envolvido no armazenamento de gordura.

- Pré-diabetes e diabetes: como explicado acima, a resistência à insulina com frequência gera descontrole metabólico, aumentando o risco de hipercolesterolemia.

- Hipotireoidismo: o funcionamento insuficiente da glândula tireoide também pode interferir no metabolismo lipídico.

- Doenças renais ou do fígado: também podem prejudicar o metabolismo das gorduras;

- Abuso de álcool ou drogas: por causarem prejuízos ao fígado;

- Uso de certos medicamentos: certas substâncias, como a cortisona ou drogas para evitar a rejeição após transplantes, podem ser uma causa secundária de hipercolesterolemia

SINAIS E SINTOMAS

Ter colesterol elevado não provoca sintomas. Porém, em alguns casos, quando os valores estão extremamente elevados, é possível que haja alguns sinais clínicos, como:

. Arco córneo: Halo esbranquiçado nos olhos que aparece em indivíduos abaixo de 45 anos;

. Xantelasmas: Pontos amarelos de gordura ao redor dos olhos; 

. Xantomas: Depósitos de gordura amarelada em articulações ou tendões, como no calcanhar.

Quando a aterosclerose está avançada, o paciente pode ter angina (dor no peito) ou infarto.

DIAGNÓSTICO

Para saber se uma pessoa tem dislipidemia, o médico solicita um exame de sangue (lipidograma). Hoje não é mais necessário o jejum de 12 horas para medir o colesterol, apenas para os triglicérides, que são mais influenciados pela alimentação. 

Todos os indivíduos acima de 10 anos de idade devem ter o perfil de colesterol avaliado. Já em crianças cujos pais tiveram infarto ou doenças arteriais antes dos 55 anos e/ou mães antes dos 65 anos, a avaliação deve ser feita a partir dos 2 anos de idade. 

Valores de referência, de acordo com a diretriz de dislipidemias e prevenção da aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2017):

ADULTOS SAUDÁVEIS A PARTIR DE 20 ANOS (EMm mg/dl)

. Colesterol total - desejável: menor que 190 mg/dl

. LDL - ótimo: menor que 100 

. LDL - desejável: entre 100 e 129 

. LDL - limítrofe: entre 130 a 159 

. LDL - alto: de 160 a 189 

. LDL - muito alto: maior ou igual a 190 

. HDL - desejável: maior que 40 

. VLDL (triglicérides) - desejável: com jejum de 12 horas: menor que 150 

. VLDL - desejável sem jejum de 12 horas: menor que 175 

Para indivíduos com risco cardiovascular alto: a diretriz recomenda que o colesterol LDL esteja abaixo de 70 mg/dl e o colesterol não HDL (soma de todos os outros), abaixo de 100 mg/dl. 

Para indivíduos com risco muito alto, como quem já sofreu infarto ou AVC, o LDL deve ficar abaixo de 50 mg/dl e o colesterol não HDL, inferior a 80 mg/dl. O médico é quem determina os fatores de risco e define as metas.

CRIANÇA E ADOLESCENTE (EM mg/dl)

. Colesterol total - desejável: menor que 170 

. LDL - desejável: menor que 110 

. HDL - desejável: maior que 45 

. VLDL - desejável: de 0 a 9 anos: menor que 75 com jejum ou menor que 85 sem jejum

. VLDL desejável: de 10 a 19 anos: menor que 90 com jejum ou menor que 100 sem jejum

Quando o colesterol total está acima de 310 mg/dl é considerada a hipótese de hipercolesterolemia familiar. 

TRATAMENTO

Uma vez diagnosticado, o tratamento do colesterol elevado deve ser imediatamente iniciado, com adoção de mudanças no estilo de vida e, se necessário, uso de medicamentos. O mesmo é válido para quem tem triglicérides alto. Conheça os pilares do tratamento:

ALIMENTAÇÃO

Deve-se evitar alimentos gordurosos em excesso, particularmente os de origem animal, como leite integral e derivados, gema de ovo, carnes gordas, miúdos (moela, coração, fígado etc), frutos do mar (camarão, lagosta, mariscos, polvo, lula, caviar etc). Quem possui triglicérides alto também deve controlar o excesso de açúcar, massas e bebidas alcoólicas. O consumo de frutas, legumes e verduras, ricos em fibras e antioxidantes, também tem ação benéfica sobre o perfil lipídico.

Veja, abaixo, alguns alimentos cujo consumo pode auxiliar na redução do colesterol ruim e/ou aumento do HDL, quando associados a outros hábitos saudáveis, como dieta equilibrada e atividade física:

- Grãos integrais (farelo de aveia, farinha de linhaça, farelo de trigo etc.): estudo recente indicou que o consumo de três porções (90 g) de grãos integrais por dia foi associado a melhora do perfil lipídico.

- Peixes gordos: a recomendação é consumir duas vezes na semana peixes como salmão, sardinha, arenque, cavala, atum voador e linguado, ricos em ômega 3, de preferência assados. 

- Fitoesteróis: componentes exclusivos dos vegetais que possuem estrutura semelhante a do colesterol, e por isso competem com eles na digestão. Estudos indicam que 2 g ao dia levam a uma redução de 10% no LDL. Pode ser encontrado em alimentos como nozes, soja, amêndoas ou abacate, adicionados a alimentos ou ingeridos em cápsulas. 

- Alho cru: possui substâncias que agem no fígado, podendo ajudar no controle do colesterol.

- Azeite: rico em ômega 3, 9 e polifenóis, também ajuda a aumentar o HDL. Só não vale exagerar, já que o óleo é calórico. 

- Uva: o consumo moderado de vinho tinto (desde que haja o aval do médico) ou de suco integral de uva protege as artérias contra a oxidação do colesterol livre no sangue

ATIVIDADE FÍSICA 

Pilar importante para controlar o triglicérides e aumentar o HDL, o ideal é praticar 30 minutos de exercício aeróbico leve (como caminhada, corrida, natação, bicicleta etc) cinco vezes por semana; ou 20 a 60 minutos de atividade física vigorosa três vezes. Se possível, exercícios de força (musculação) também devem ser incluídos na rotina. Lembre-se que é preciso consultar o médico para saber qual a intensidade e a frequência semanal mais indicada para você.

MEDICAMENTOS

- Estatinas: são o grupo mais utilizado no controle das dislipidemias, pois diminuem a produção de colesterol LDL pelo fígado. Exemplos: sinvastatina, rosuvastatina, atorvastatina e pitavastatina. Efeitos colaterais: dores de cabeça, musculares, artralgias, aumento de enzimas hepáticas (comprometimento do fígado) e sensação de fraqueza.

- Ezetimiba: reduz a absorção de colesterol no intestino. Efeitos colaterais: dores musculares, artralgias e alterações de enzimas hepáticas são os mais comuns. 

- Anticorpo monoclonal: o evolocumabe, aprovado em 2016 no Brasil, atua em uma proteína chamada PCSK9, impedindo que se ligue a receptores no fígado para a síntese de LDL. A droga é injetável e indicada para pacientes que não respondem ou são intolerantes às estatinas. O maior obstáculo é o preço, ainda muito alto. Efeitos colaterais podem incluir dores articulares, lombalgia, reações no local das aplicações e infecções das vias aéreas superiores. 

- Orlistate: embora lançado como "emagrecedor", foi desenvolvido para reduzir o colesterol por reduzir a absorção intestinal de gorduras. Efeito colateral: diarreia.

- Fibratos: grupo de medicamentos indicados para redução do nível de triglicérides. Efeitos colaterais: sintomas gastrointestinais e alteração de enzimas hepáticas.

- Derivados do ácido nicotínico: indicados para aumento do HDL. Efeitos colaterais: enrubescimento da pele, sintomas gastrointestinais e hepatoxicidade.

- Fitoterápicos: produtos à base de Monascus purpuricus (ex: Monaless) têm sido indicados por alguns médicos como coadjuvante no tratamento. Efeitos colaterais: elevação de enzimas hepáticas e, às vezes, dores musculares e/ou articulares. 

- Outros: o tratamento de condições que podem interferir na dislipidemia também é fundamental, como o uso de hormônio para o hipotireoidismo, ou de hipoglicemiantes para quem tem diabetes ou pré-diabetes, ou drogas que ajudam no emagrecimento. A liraglutida, indicada para pacientes com diabetes e obesidade, também ajuda a diminuir o colesterol. 

COMO AJUDAR QUEM TEM COLESTEROL ALTO?

A melhor forma de ajudar um familiar ou amigo é incentivar a prática de exercícios físicos, a alimentação saudável e o controle dos fatores de risco. Também é importante lembrar sobre a necessidade de ir ao médico com regularidade e tomar os medicamentos prescritos corretamente. 

PREVENÇÃO 

A adoção de hábitos de vida saudáveis, como uma dieta balanceada e a prática regular de atividade física, é fundamental para a prevenção de fatores de risco cardiovasculares como as dislipidemias.

A seguir, dez passos para uma alimentação saudável: 

1. Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições. 

2. Inclua diariamente seis porções do grupo de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos, como as batatas, e raízes, como a mandioca, nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos em sua forma mais natural. 

3. Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e nos lanches. 

4. Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde. 

5. Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis! 

6. Consuma no máximo uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans. 

7. Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas e outras guloseimas como regra da alimentação.

8. Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio), como hambúrguer, salsicha, linguiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos.

9. Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições. 

10. Evite as bebidas alcoólicas e o fumo. 

Fontes: Adriana Bertolami, cardiologista e diretora do Departamento de Aterosclerose da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia); Jacqueline Moniz Anversa,  nutricionista clínica e esportiva; Maria Fernanda Barca endocrinologista membro da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e da SEE (Sociedade Europeia de Endocrinologia); Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (SBC-2017); American Heart  Association.

Tatiana Pronin
UOL VivaBem